Os lugares e as cores do tempo
   
 
 

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PALESTRANTES: Marcos Câmara de Castro (USP) e Suzana Barreto (FACAMP)

  • Palestrante: Prof. Dr. Marcos Câmara de Castro[1], ECA-USP/RP (das 9h às 12:30h)

Parte I - Música clássica no Brasil: "fenômeno de transplantação"?

Parte 2 - O Mp3, o Youtube e a música de concerto sem sua liturgia: por uma sociologia da composição


 

Objetivo

A aula dá um panorama crítico da prática musical brasileira, desde a conquista portuguesa até nossos dias e questiona o papel da música erudita no processo de formação da nação brasileira.

 Parte I

1 - Período Colonial: desde a conquista dos portugueses até a morte de João de Deus de Castro Lobo (1832).

Principais musicólogos; termos utilizados na época colonial e suas definições; como se dava o ensino musical na colônia e depois com a vinda da Família Real; principais centros musicais; Barroco em Portugal; estilos musicais no Brasil Colônia; primeira edição de música popular: fontes de melodias indígenas; modinhas luso-brasileiras; modinhas, fados e lundus; moda de viola; batuques; iconografia da época; casas de Ópera; principais compositores eruditos.

2 - Romantismo: a partir de A Noite do Castelo de Carlos Gomes

Lacuna histórica: desde a morte de Castro Lobo (1832), até a primeira ópera de Carlos Gomes (1861) [cf. RICCIARDI]; principais compositores românticos.

3 - Modernidade: desde Villa-Lobos até hoje.

  

Parte II

1 - Por uma sociologia da composição

O papel do compositor frente à Indústria Cultural; O pensamento oriental como metodologia; a devoção à música: de Bach a Mendelssohn; liturgia, partitura, áudio e vídeo; cânones, clássicos e paradigmas; universidade: microcosmo de todo o saber humano — docência, pesquisa, criação e extensão

 



[1] Marcos Câmara de Castro é doutor em Musicologia pela ECA/USP de São Paulo, compositor e professor de regência e canto coral no Departamento de Música da ECA/USP de Ribeirão Preto.

 

  • Palestrante: Dra Suzana Barretto Ribeiro (das 13:30h às 17h)

 

origens do cinema

O filme como objeto de diversão e de devoção

 

 

Objetivo

 

A referência onipresente da reprodutibilidade para os precursores da sétima arte coloca inevitavelmente a questão da integração do cinema com a arte e com a ciência. Neste sentido, após uma série de experimentações baseadas na persistência retiniana para que imagens fixas permitam a ilusão de movimento, seguidas da invenção do cinema mudo já como produto industrial e destinado ao grande público, o cinema revoluciona as formas de percepção.

No filme mudo, assim como no falado, a interpretação da estrutura narrativa deve ser tecida com base nas diferenças, e em reconhecimento a este procedimento, Walter Benjamim analisa a produção cinematográfica a partir de duas vertentes, ou seja, o filme como objeto de diversão ou de devoção. Assim, a preocupação é também analisar quais as motivações, as intenções em jogo e de que maneira tais produções corroboram com próprio conceito de sociedade de massas.

 

Conteúdo Programático

 

1.      Origens do cinema: as primeiras experimentações

2.      Usinas Lumière e a Estação de La Ciotat.  Os Irmãos Lumière e a janela para o real

3.      Viagem a Lua. George Méliès e a janela para a fantasia

4.      O conceito de valor de culto e valor de exposição para Walter Benjamin

 

 



Escrito por Marcos Câmara de Castro às 07h45
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